publicado a: 2017-05-31

Flores de Videira

As flores da Videira podem não ser as mais bonitas, mas cada uma delas produzirá um bago de uva criando todas em uníssono um maravilhoso cacho, confirmando a velha teoria de que a verdadeira beleza vem do interior.

Entre as seis e as treze semanas após o abrolhamento, começam a surgir nos ramos pequenos cachos onde nasceram as flores . A floração ocorre quando as pétalas da corola, que se encontram unidas no topo se desprendem na base formando um capuz a que chamamos calyptra, que cai empurrada pelo estames (órgãos masculinos). As anteras localizadas nos estames, abrem-se e libertam os grãos de pólen. Estes grãos ficam agarrados às substancias libertadas pelo estigma que se encontra localizado na ponta do pistilo (órgão feminino). Os grãos de polén germinam e formam o tubo polínico que penetra no estigma percorrendo todo o pistilo até alcançar o óvulo e então ocorrerá a fecundação. Tudo isto se dá uma curta distancia e à velocidade de quem prenuncia a palavra uva.

Embora esta distância seja curta o tipo e grau de fertilização depende da casta e do clima. O factor temperatura tem grande influência na fecundação da flor, com temperaturas abaixo dos 15ºC ou acima dos 37ºC, dá-se a inibição da formação do tubo polínico não ocorrendo a fecundação do óvulo.

O vendo e a chuva são outros grandes receios dos viticultores pois não só baixam a temperatura ideal de fertilização (20 a 25ºC), como arrastam grande parte do pólen.

Sendo assim a polinização da flor nem sempre origina a fecundação do óvulo, originado a chamada “bagoínha”, ou seja o bago permanece pequeno. Outro fenómeno negativo que pode ocorrer é o “desavinho” (em algumas castas mais do que noutras) que se deve à queda da flor ou dos frutos jovens antes e depois da floração.

Depois da fecundação o bago começa a crescer e entraremos na fase de maturação.

Sara Ramalho

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