publicado a: 2018-10-31

Castanha é a “rainha” da economia da Terra Fria de Valpaços

A castanha «é a rainha» da economia das terras de Montenegro, em Valpaços, onde é a principal fonte de rendimento para dois mil produtores e movimenta cerca de 50 milhões de euros anuais.

Pelo concelho do distrito de Vila Real, inserido na Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela começa agora a intensificar-se a apanha deste fruto, cerca de duas semanas mais tarde do que em anos anteriores, e com uma previsão de quebra a rodar os 30 por cento comparativamente com o ano anterior.

Ultimam-se também os preparativos para a 22.ª edição da Feira da Castanha Judia de Carrazedo de Montenegro, que decorre entre 9 e 12 de novembro e tem como objetivo promover a “rainha” de economia local.

O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, classificou a castanha como o «ouro da Terra Fria». «São mais de 50 milhões de euros que giram à volta da cultura da castanha», salientou o autarca durante a conferência de imprensa de apresentação da Feira da Castanha Judia.

Segundo o presidente, pelo concelho existem cerca de quatro mil hectares de soutos e dois mil produtores espalhados por 18 localidades que «vivem praticamente da castanha».

António Costa, presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro e Curros, reforçou que «a castanha é a principal fonte de rendimento dos agricultores locais». «A castanha é que é rainha para eles poderem sobreviver», salientou.

O autarca de freguesia referiu que este ano se prevê uma quebra de produção a rondar os 30 por cento, no entanto salientou que o preço de venda se situa entre os 2,50 a três euros, o que ajuda na manutenção do rendimento dos produtores das terras frias de Montenegro.

Este ano a apanha deverá rondar as 10 mil toneladas neste concelho e, segundo o responsável, a «qualidade está assegurada». António Costa referiu ainda a falta de mão-de-obra neste território, isto num ano em que a produção se atrasou e se vai aproximar da apanha da azeitona. Em anos anteriores, muitos agricultores queixaram-se de furtos de castanha por grupos de pessoas que entram nos soutos durante a noite.

Amílcar Almeida referiu que, nesta campanha, vai reforçar o apelo à GNR para estar mais visível e mais próxima das comunidades. Para acrescentar valor à castanha, a nível local vão surgindo novos projetos, como a cerveja de castanha “Judia”, uma iniciativa do produtor Lino Sampaio que também vai estar em destaque na feira.

Na Feira da Castanha Judia vão estar presentes 80 stands, a maior parte de venda de castanha, mas também de outros produtos do concelho como o azeite, vinho, enchidos ou artesanato. Um dos momentos altos da feira é o já tradicional bolo de castanha de 600 quilos.

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