publicado a: 2018-03-14

Doenças das prunóideas

Ameixeira

LEPRA DO PESSEGUEIRO

(Taphrina deformans)

Já se regista o inchamento de gomos em alguns locais.

Deve observar a evolução dos gomos foliares dos pessegueiros. O tratamento contra a lepra é mais eficaz se for feito precocemente, aos primeiros indícios do incremento dos gomos foliares, conforme a orientação, esquematizada no abaixo.

A experimentação feita ao longo dos anos e a prática, indicam que, nesta fase, se obtêm ótimos resultados na prevenção da lepra com caldas à base de cobre - Calda bordalesa.

No Modo de Produção Biológico é autorizada, nesta fase, a aplicação de caldas à base de cobre contra a lepra. Mais tarde, com os pessegueiros já em vegetação, é autorizada a aplicação de enxofre.

MONILIOSE NA AMEIXEIRA

(Monilia laxa, Monilia fructigena)

A moniliose é a doença mais importante nas prunóideas, devido à destruição de ramos, flores e frutos, diminuindo, consideravelmente a quantidade e a qualidade da produção.

O período de floração é de risco de infeção pela Monilia também na ameixeira, sobretudo se decorrerem períodos de chuva e de humidade relativa do ar elevada (> 80%).

À queda das pétalas, que se aproxima, deverá fazer um tratamento com um fungicida homologado. Veja quais os produtos homologados AQUI.

No Modo de Produção Biológico, contra a moniliose na ameixeira, durante a vegetação, é autorizada a aplicação de caldas à base de enxofre. Veja quais os produtos autorizados para MPB AQUI.

CANCRO BACTERIANO NA CEREJEIRA

(Pseudomonas sp.)

O cancro bacteriano é provocado por bactérias do género Pseudomonas e pode causar elevados prejuízos na cultura da cerejeira, sobretudo em árvores novas, nos primeiros 6 anos de vida.

Os sintomas mais visíveis são os cancros nos ramos principais e secundários e nos ramalhetes de maio.

Outros sintomas, visíveis entre março e junho:

  • Os gomos e ramalhetes de maio não rebentam ou rebentam de forma irregular;
  • Os ramalhetes de maio por vezes abrem, mas as flores abortam;
  • As folhas ficam pequenas e amareladas e enroladas e secam;
  • Pequenas manchas nas folhas, castanhas, com um rebordo amarelado;
  • Os rebentos secam e dobram-se em forma de “báculo”;
  • Pequenos pontos encortiçados na casca dos frutos;
  • As árvores definham lentamente ou secam de repente (apoplexia);
  • As árvores doentes podem ter grandes cargas de frutos, mas de má qualidade e que não amadurecem completamente.

A bactéria tem uma “capacidade congelante”, que leva a que gomos, flores e folhas infetadas possam ser danificados por geadas fracas, que não ocorreriam se não estivessem infetadas pela bactéria.

Fatores que favorecem o cancro bacteriano:

  • Invernos muito frios e chuvas abundantes;
  • Chuvas mais abundantes em dezembro e janeiro;
  • O stress hídrico de verão, sobretudo depois da colheita, e o excesso de água no inverno tornam as árvores mais sensíveis ao cancro bacteriano;
  • Deficiência de cálcio no solo (maior sensibilidade de árvores plantadas em solos ácidos);
  • Variedades e porta-enxertos sensíveis;
  • Feridas de poda nos ramos, quebra de ramos, cortes de enxertia, feridas de granizo, etc, podem ser porta de entrada das bactérias;
  • Árvores enxertadas mais alto são menos atingidas;
  • Árvores até 6 anos são mais sensíveis.

Medidas preventivas:

  • Não plantar cerejeiras em zonas atreitas a geadas e a frio intenso;
  • Evitar solos pedregosos e muito ácidos;
  • Plantar plantas sãs, isentas de cancro bacteriano;
  • Utilizar variedades e porta-enxertos resistentes ou tolerantes;
  • Enxertar a meio metro de altura;
  • Evitar a formação de árvores com a rama muito chegada ao chão;
  • Estudar o perfil do solo e subsolo e melhorar a drenagem caso seja necessário;
  • Corrigir a acidez do solo;
  • Podar com tempo seco e desinfetar os instrumentos de poda;
  • Podas no verão, incluindo as de formação.

Tratamentos:

Nesta altura do ano, em que se nota o início do inchamento dos gomos, antes da rebentação, pode ser aplicada uma calda à base de cobre nos pomares ou árvores afetadas pelo cancro bacteriano.

Importante: deve ser utilizada a dose mais baixa das indicadas no rótulo do produto comercial a aplicar.

Este tratamento pode ter efeitos muito benéficos, sobretudo preventivos, nos pomares jovens.

Os fungicidas à base de cobre têm efeito bacteriostático, ou seja, não matam as bactérias, mas reduzem a sua atividade e a reprodução.

No Modo de Produção Biológico é permitida a aplicação de caldas à base de cobre no controlo do cancro bacteriano da cerejeira.


SNAA - Estação de Avisos de Entre Douro e Minho - Circular nº02/2018

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